Livros · Resenha

RESENHA: A Fúria e a Aurora

Oi gente, tudo bem?

As resenhas do meu desafio literário não estão sendo postadas na ordem, porque eu sou meio péssima nisso haha.  Enfim, esse já é o nono livro e só falta um pra acabar o desafio (é provável que eu já esteja lendo ou já tenha lido quando esse post for para o blog)! Estou tão feliz. Primeiramente por ter conseguido ficar mais de 4 meses sem comprar livros, e também porque consegui terminar o desafio tranquilamente, sem nenhum pânico. Bom, eu já li dois livros relacionados a Mil e uma noites antes desse, um que era da minha mãe, há muuuito tempo e A Thousand Nights, então quando eu ganhei essa edição do meu namorado, fiquei louca! A Fúria e a Aurora estava na minha wishlist há muito tempo!

Se eu pudesse descrever o livro em uma frase, como o Times na contracapa dos livros, eu diria “Incrivelmente sexy e viciante”. Não sei porquê, mas esse livro tem um ar tão exótico, diferentão, sabe? Acho que é porque se passa no Oriente e é bem diferente de tudo que eu estou acostumada. A autora tem um dom lindo de escrever e consegue nos prender do começo ao fim! Ah, já comentei que o livro é uma duologia? Sim, tem o segundo livro: A Rosa e a Adaga (que eu quero pra ontem!).

RESENHA

Sherazade é uma garota de 16 anos que se voluntaria para ser esposa do califa de Rey (Rei de Khorasan), Khalid Ibn Al-Rashid, conhecido por matar dezenas de esposas a cada nova aurora. Ele é considerado um monstro por seu povo e ninguém sabe o verdadeiro motivo dos assassinatos todas as manhãs.  Shazi, como é conhecida por seus amigos, só se candidata pois perdeu sua melhor amiga, Shiva, para uma aurora. Ela quer vingança e justiça, quer o coração do califa em suas mãos.

No palácio, ela faz um acordo com Khalid, e começa a contar histórias a ele, então sobrevive à novas auroras. Os dois criam uma ligação inesperada e o rei começa a duvidar se realmente pode continuar com os assassinatos. Sherazade é diferente, ela é tão bonita quanto inteligente, impetuosa e segura. Ele vê nela algo diferente de tudo que já viu em outras garotas. Para o horror de Shazi, o califa não é tão ruim quanto ela pensava, mas como poderia ela amar um monstro?

Em casa, ela deixou seu grande amor de infância, Tariq, e seu pai e sua irmã, Jahandar e Irsa. O objetivo é matar o rei e voltar para seus amados, mas será ela capaz de destruir alguém com um passado tão misterioso e sem lhe dar o benefício da dúvida?

Entre esse amor crescente e tudo que ela valoriza, outras coisas vão acontecendo. Alianças contra o rei são formadas, de pessoas cruéis e ambiciosas que querem ver sua ruína. Então é provável que ainda veremos muitas lutas de espadas e tramoias.

Os detalhes do livro, as descrições dos lugares e personagens, são impecáveis e a autora não deixa pontas soltas. Eu amei cada segundo. Foi uma leitura muito gostosa e cativante. Fiquei apaixonada pelo interior de Sherazade, que apesar de ser uma menina de 16 anos e sofrer com todas as confusões da idade, aprende rápido sobre os verdadeiros valores e ouve seu coração sempre. Já Khalid é um personagem frio, conhecemos bem pouco de sua história a princípio, mas depois outros fatos são conectados e nós entendemos toda a sua dor e seu passado. Há outros personagens muito interessantes, como Despina, a “criada” de Shazi, que é muito bem humorada e cheia de comentários irônicos. Jalal, o primo do califa, não fica muito atrás da camareira, pois ele também é bem impetuoso e sarcástico.

É um livro rico, cheio de conteúdo e pequenas histórias dentro de uma outra história. Posso afirmar que, sim, gostei mais do que da outra adaptação de As mil e uma noites (A Thousand Nights) e mal posso esperar para ler o outro livro e ver o desfecho dessa história. Ah, vi que algumas pessoas acharam as palavras usadas “estranhas”, mas há um glossário bem completinho no começo do livro. Acho válido dar uma olhadinha antes, porque a maior parte das palavras são compreensíveis pelo contexto.

 – Quero lhe contar uma história. Você senta e escuta. Quando eu terminar, respondo à sua pergunta. (Sherazade, pág. 38)

[…] Você não é capaz de prever o futuro. E não há nada que possa fazer sobre o passado. (Rahim, pág. 81)

[…] Na minha vida, a coisa mais importante que aprendi é que ninguém alcança a plenitude de seu potencial sem o amor dos outros. Não fomos feitos para ser solitários, Sherazade. Quanto mais uma pessoa afasta os outros, mais evidente se torna a sua necessidade crítica de ser amada. (Musa, pág. 125)

– Quando era uma garotinha em Tebas, lembro-me de ter perguntado para minha mãe o que era o céu. E ela respondeu: “Um coração onde o amor duela”. É claro que então perguntei o que era o inferno. E ela me olhou bem nos olhos e disse “Um amor sem coração”. (Despina, pág.184)

– Minha alma vê um igual em você. (Khalid, pág. 303)

Título original: The Wrath and the Dawn / Autores: Renée Ahdieh / Editora: Globo Alt /Nº de páginas: 336/ Ano: 2016 /ISBN-13: 9788525060358 / ISBN-10: 8525060356/ Tradutor (a): Fabienne Mercês

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