Livros · Resenha

RESENHA: A Thousand Nights

Oi gente, tudo bem?

Comprei essa edição maravilhosa lá em Londres, enquanto eu fazia meu intercâmbio (#saudades), e só consegui ler agora em março, mas tudo bem! Depois de ler muitas críticas negativas, resolvi eu mesma falar sobre esse livro. E pra começar já vou deixar claro que eu gostei e gostei bastante! Fazia um tempinho que eu não lia um livro “grande” em inglês e achei que ia demorar para pegar o ritmo de novo, mas me enganei redondamente. A leitura fluiu muito bem e o meu ritmo estava melhor do que nunca, é um livro para estudantes de nível intermediário com poucas palavras difíceis, mas compreensíveis se você pegar o contexto geral. Agora chega de blábláblá e vamos à resenha!

Lo-Melkhiin já matou mais de trezentas garotas antes de chegar ao povoado/wadi* de Sherazade (o nome dela não aparece nenhuma vez na história, mas sabemos que ela é a personagem principal de Mil e uma Noites), buscando uma noiva antes de partir para seu qasr. Todo povoado o teme, pois todos sabem que ele continuará matando suas filhas ou irmãs. É então que neste povoado, a irmã de Sherazade será escolhida pelo rei, mas Sherazade toma seu lugar.

Pronta para morrer no qasr**, junto de seu novo marido, que é o demônio na terra (literalmente), ela começa a perceber algumas mudanças dentro de si. Um poder que ela nunca sentiu antes e que dá a ela esperança. Talvez ela não morra como as outras, não tão rápido pelo menos. É por causa de seu poder que ela chama a atenção de Lo-Melkhiin e faz com que ele não deseje matá-la. Ainda. Os dois têm uma conexão, isso é bem visível, mas qual dos dois realmente está conectado a ela? O verdadeiro rei ou o demônio que assumiu seu corpo e mente?

Não quero entregar muito da história, porque apesar de ter mais de 300 páginas, o livro se passa em um período de tempo bem curto, alguns meses, então o ritmo é bem rápido. O final me surpreendeu no bom sentido e eu gostei muito da preocupação da autora com os detalhes e a resolução da história. Uma coisa que eu preciso comentar é: Ninguém tem nome na história, apenas o Lo-Melkhiin e dois súditos. Se eu não estou enganada, não vi mais ninguém com nome no livro. Eles sempre se referem ao outro como “Lady-Bless” ou “Mother of my heart”. Curioso, não? Ah, outro ponto positivo para o livro (além da capa PERFEITA) é a nota da autora ao final, muito boa mesmo! Ela fala sobre como a história das Mil e uma Noites é passada de pessoa para pessoa de maneiras diferentes, ou seja, é sempre adaptada. Estou bem ansiosa para ler A Fúria e a Aurora também, outra adaptação dessa história magnífica.

*Wadi → Um uádi, uade ou uédi (do árabe وادي‎ wádí, “águas mananciais, rio”, plural de wád) é um leito seco de rio no qual as águas correm apenas na estação das chuvas. O termo é usado nas regiões desérticas da Norte da África e da Ásia e é muito comum em topônimos. – retirado do site wikipedia.
**Qasr → Nome dado a um castelo em países do Oriente Médio.

My sister is no fool and she is not tender-hearted,” I said. “My sister fights for her home, and takes what risks she must. That is why I put myself before her today—why I would not let you have her. My sister burns, and she does not burn for you.

Título original: A Thousand Nights / Autores: E. K. Johnston / Editora: Macmillan Children’s Books /Nº de páginas: 256/ Ano: 2015 / ISBN-13: 9781447284116 / ISBN-10: 1447284119 / Idioma: Inglês

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