Livros · Resenha

RESENHA: Sangue quente

Oi gente, tudo bem?

Eu pensei que não ia conseguir fazer nenhuma resenha logo, mas eu deixei um livro pela metade antes de viajar, então resolvi terminá-lo, ainda que alguma coisa fuja da minha memória, então aqui está a resenha de Sangue Quente.

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Como sempre, antes de começar a resenha, eu queria falar um pouco sobre o que eu achei e passei com esse livro. Eu disse lá no instagram do blog que eu comprei Sangue Quente no sebo da minha cidade e paguei razoavelmente barato por ele. Sempre gostei de comprar em sebos e nunca tive nenhum problema com isso, mas dessa vez o livro veio com muito MUITO pó mesmo – e é uma edição novinha:/ Eu sou super alérgica e isso acabou me irritando um pouco durante a leitura, o que atrapalhou o desenvolvimento da história como um todo. Além desse empecilho, eu tive aquele pequeno problema de criar EXPECTATIVAS muito altas e não foi nada do que eu esperava. Para quem não sabe, há um filme baseado no livro e ele é bem fraquinho (o nome é Meu namorado é um zumbi), uma história bobinha de zumbis e humanos e eu acho que foi justamente isso que me fez criar tantas ilusões sobre a história, além das ótimas indicações que eu recebi lá no insta e de alguns amigos. Eu esperava que a história fosse diferente, mais completa, mais explicativa e melhor de um modo geral. Até um pouco mais adulta. Vejam bem… eu realmente pensava outra coisa.

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RESENHA

O mundo está um caos. O apocalipse finalmente aconteceu, mas é o apocalipse zumbi.

Estamos nos Estados Unidos, ou melhor, no que sobrou dele e os humanos tentam sobreviver dentro de um estádio/cidade. E do outro lado do muro, existem os zumbis. Eles vivem em um aeroporto abandonado e só visitam os arredores do estádio quando precisam comer alguns cérebros. Também é lá que vive nosso protagonista, R, um zumbi jovem que ainda não se deteriorou e possui traços levemente humanos. Ele é diferente dos outros, vive isolado em um avião e gosta de colecionar coisas como discos e objetos que encontra por todos os lugares e ele pensa. Muito. R é curioso, gosta de tentar falar algumas poucas palavras que saem desajeitadamente de sua boca.

Tudo muda quando ele e seus amigos zumbis saem para uma caçada e encontram alguns adolescentes em um prédio abandonado. Eles matam todos os humanos que veem pela frente e R, mesmo sabendo que é errado, mata também. Ele ataca um garoto e guarda seu cérebro no bolso, para ter suas preciosas memórias (toda vez que eles comem cérebros, conseguem ”ver” as memórias e lembranças do dono do cérebro). Só que ali, bem no canto da sala, há uma garota loira e assustada. R sente algo instantaneamente e salva a vida dela. Ele a leva consigo ao aeroporto e a mantém segura em seu avião/casa. O nome dela é Julie e o garoto que R matou era seu namorado.

Por incrível que pareça, os dois desenvolvem uma amizade estranha e engraçada que fará tudo o que eles conhecem mudar para sempre.

Os dois lançam uma faísca de esperança para os Carnudos (zumbis que ainda não viraram Ossudos, os tipos que ”não tem volta a raça humana”), mas os humanos continuam não aceitando a interação entre os dois mundos. Eles matam qualquer tipo de criatura morta-viva, independente do que digam. O interessante na história é que o pai de Julie é um dos chefes de operação contra zumbis, então ela se apaixonar por R faz tudo ser mais perigoso ainda.

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As diferenças entre o livro e o filme não são ENORMES, mas conseguímos observar que o comportamento de Julie é diferente em ambos. No filme ela é uma garota comum, que acabou de perder a mãe e o namorado, mas no livro Julie mostra todas as suas cores. Ela usa drogas, bebe muito e chega até a se prostituir, mas sua personalidade não é baseada apenas nisso, ela quer mais, ela odeia o estádio, ela quer acabar com a guerra e salvar o mundo. Sua força de vontade é inspiradora. Já R, que no filme é basicamente um zumbi apaixonado, nos apresenta um outro lado seu no livro, com vários repentes de existencialismo. Ele reflete muito sobre a vida e a morte, além de pensar muito sobre o amor também. As reflexões de vida dele podem se encaixar perfeitamente em qualquer situação de vida.

A história é bem leve, apesar das reflexões de vida e morte, há muito enfoque na paixão humana/zumbi. É um livro voltado ao público adolescente. O que mais me irritou na história toda foi a omissão de um começo, acabei o livro cheia de perguntas. Como os zumbis surgiram? Por que eles estão lá? O que houve com o resto da humanidade? Bombas atômicas? O próprio homem? A metáfora de que o amor pode mudar tudo foi bonita, mas algumas coisas foram ilógicas ainda que se trate de uma fantasias. Como, por exemplo, os zumbis levam tiros e facadas, mas se regeneram quando humanos?! Eu assisti ao filme antes, por isso acompanhei muitas cenas parecidas ao longo da história. Dou duas estrelas e recomendo o livro a quem está procurando algo leve para ler.

Título original: Warm Bodies / Autor: Isaac Marion / Páginas: 252 / Editora: Leya / Ano: 2011

Post e fotos por: Isabela Sobo

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3 comentários em “RESENHA: Sangue quente

  1. Pingback: Resenha: Anexos |

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