Livros · Resenha

Resenha: A rainha da fofoca – Fisgada

Não leia esta resenha se você não leu os dois primeiros livros.

Eu não disse resenhas, eu realmente disse livros.

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Oi gente, tudo bom?

Eu acabei de chegar de viagem e é provável que as minhas resenhas apareçam com menos frequência por um tempo, pois assim eu vou poder contar um pouquinho sobre a viagem. Espero fazer um Book Haul do que eu comprei lá, por meio de fotos mesmo. Lembrando que vocês podem acompanhar tudo o que está acontecendo lá no instagram do blog @fonesamarelos e no meu pessoal, @novaondadaisa, já postei algumas fotos da viagem e vou postar mais durante esses dias 😉

RESENHA (repleta de spoilers, do início ao fim)

Eu ainda não decidi se amei ou se odiei esse volume. A rainha da fofoca é com certeza um dos meus livros favoritos, mas no meio do segundo volume algo mudou e tudo o que eu esperava se transformou em outra coisa. A história tomou um rumo bem diferente do que eu imaginava. A Lizzie cresceu muito como ser humano, como amiga e mulher, o desenvolvimento pessoal dela no segundo volume foi intenso, mas a Meg deixou a desejar no quesito personagens secundários ou até mesmo nos principais que acabaram como personagens secundários. O Luke é um exemplo muito bom disso, ele era um cara completamente diferente no chatêau e de repente ele é um babaca sem coração, antes era um cara com um sonho escondido e agora é um cara que abandona tudo por dinheiro. Não faz sentido. Chaz é outro personagem que se transformou COMPLETAMENTE. Ele sempre amou Lizzie!? Sempre? Desde quando? No primeiro volume ele ainda estava com Shari e do NADA, até ela admite que ele sempre amou sua melhor amiga. Cara, não. Isso ficou bem confuso.

Agora Lizzie está com o emprego dos sonhos, mas acha que gosta de Chaz enquanto está noiva de Luke. Oi?

Isso mesmo, a vida da srta. Nichols nunca foi das mais fáceis, mas agora tudo indica que ela está completamente louca por Chaz, do mesmo jeito que achava que estava louca por Andy ou por Luke. Acho que é isso o que me irritou: o menosprezo pela palavra ”amor”. Gostar ou se apaixonar são coisas bem diferentes de ”amar” uma pessoa. Cabot nos faz pular de galho em galho com os sentimentos de Lizzie. Eu não estou julgando, nem dizendo que ela não pode mudar de ideia, porque ela pode e eu acho isso ótimo, mas achei forçado fazer com o que o doce Luke virasse o babaca Luke. E que o Chaz, o amigo bobão que usa boné em qualquer lugar virasse o cara certo, mesmo que antes tudo indicasse que ele era completamente louco por Shari. Uma coisa podia ter acontecido sem a outra. Chaz pode ser legal e Luke pode ser legal. Chaz pode ser o certo e Luke o errado, mas porque ele tem outros planos e ambições, não porque xinga a avó de Lizzie em um bar qualquer.

Que foi outro ponto da história que me tocou: a morte da avó de Lizzie. Eu sofri horrores, eu adorava aquela velhinha maluca com a boca mais suja que uma avó podia ter. A autora sempre tem uma narrativa leve e divertida, mas equilibrou bem com a dor da perda de Lizzie.

Bom, tudo está confuso como sempre, mas como eu disse nas resenhas anteriores: tudo pode mudar do nada. Lizzie descobre que Monsieur Henri vai vender a loja. O problema é: O prédio da loja é a casa dela também. Agora Lizzie está desesperada e precisa tomar muitas decisões: Escolher entre Chaz e Luke, arrumar uma casa nova e um emprego no ramo dos sonhos. Como uma garota comum pode resolver tudo isso em um passe de mágica?

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O final não me surpreendeu em nada, pois estava na cara como a autora ia dar o desfecho. Eu passei o livro todo desejando uma coisa, porque o que aconteceu acabou fazendo o Luke ser um grande babaca na história e eu acho que foi muito forçado, mas no final, exatamente nas duas últimas páginas eu quis que acabasse como acabou.

O primeiro volume sempre irá ser o meu favorito e as continuações foram okay, mas não superaram as expectativas que eu tinha. Sempre vou amar a escrita da Meg e indicar a todos que querem uma leitura rápida, leve e divertida. O livro leva minhas três estrelas.

Título Original: Queen of babble gets hitched / Autora: Meg Cabot / Páginas: 448 / Ano: 2011 / Editora: Galera Record

Por: Isabela Sobo

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Um comentário em “Resenha: A rainha da fofoca – Fisgada

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