Crítica · Filmes

CRÍTICA: A Série Divergente: Insurgente

Insurgente Fourtris
Assim como Divergente foi o primeiro especial sobre adaptação do blog, também foi a primeira crítica e tenho que confessar que não ficou muito boa (as primeiras vezes são sempre horríveis). Por isso acredito que essa de Insurgente vai estar bem melhor. Fui assistir ontem com a Isa e alguns amigos porque não ia aguentar passar o fim de semana sem ver o filme da trilogia que me destruiu com seu final. Lembrando que é uma adaptação, mudanças ocorrem e são necessárias, às vezes.

CRÍTICA
Por ser um filme e atingir um público além dos fãs dos livros tem que ter uma explicação rápida sobre as facções e sobre o que aconteceu em Divergente. Tris, Quatro, Peter, Caleb e Marcus ainda estão fugindo e encontram a sede da Amizade. Quem leu Insurgente sabe que as primeiras linhas não são boas lembranças e a ideia de mostrar esse e outros pesadelos da Tris foi ótima. As imagens da morte dos pais dela também ajudaram a fazer com que as pessoas que assistem o filme entendam porque a personagem se encontra naquele estado emocional. É quando acontece a transformação da Tris, é apenas um corte de cabelo, mas que tem um significado para a personagem. Para ela, sua aparência não pode ser a mesma depois que sua mãe se foi e tudo mudou. Gostei de ver que mesmo mantendo a culpa e a dor que a Tris sente no livro, o filme não mostrou ela nervosa ao tocar em uma arma e ter que atirar. Compreendo esse receio dela na história, só que na adaptação isso não seria bom. Ver uma Tris no cinema que, mesmo sofrendo, não tinha preocupação em atirar em alguém foi muito melhor.

Tris
É possível se apaixonar mais ainda por Fourtris? Sim, é possível. O relacionamento dos dois é mais explorado em Insurgente e os atores conseguiram mostrar esse amor dos personagens pelo olhar. Tris está sofrendo, Quatro sabe disso só que não todos os motivos. Ele só descobre tudo na sede da Franqueza e é lá também que ele conta que não deixou a Audácia por ter se apaixonado por ela. Mesmo com os segredos, as decisões impulsivas e ideias perigosas um está sempre lá para o outro. Uma das cenas é capaz de deixar quem leu os livros com um aperto no coração só por lembrar de uma parte do terceiro e algo que devia acontecer só em Convergente acontece nesse filme: a primeira vez de Tris e Quatro. Foi simples, não mostrou nada demais, assim como ocorre no terceiro livro (tanto que teve fã que nem percebeu). O que faltou mesmo foi um ”Eu te amo” que tem no livro e deixou os fãs vendo corações e esperando assistir no filme. De resto não tem o que reclamar sobre o casal, Tris e Quatro estão firmes e fortes.

Fourtris
Nesse filme mais personagens se destacam, como Caleb e Peter. O primeiro fez sua corrida já conhecida em Divergente, que fez algumas pessoas rirem, e também com que parte do público murmurasse ”Não acredito!”, assim como quem leu os livros, em determinada cena. Aparentemente Caleb não foi afetado pela morte dos pais e, mesmo reagindo a um ataque, não tem reação ao ver isso acontecendo com sua irmã. Ansel Elgort fez um ótimo trabalho mostrando a indiferença do personagem e o medo quando a situação ficava mais agressiva. Peter poderia ser considerado uma revelação. Chato, provocador e que só pensa em si mesmo, mas que no final surpreendeu todos ao ajudar e fazer algo que outro personagem deveria fazer. Miles Teller foi a melhor escolha para interpretar Peter, as feições e modo debochado de falar não seriam tão parecidos com o personagem do livro se fosse outro ator. Falando em personagens, alguns que sentimos falta no primeiro e novos apareceram, pouco, mas podemos ver Uriah em ação, Lynn com Hector e Marlene em um momento nada agradável.  Poderiam ter mostrado um pouco mais da personagem antes de determinada cena, pelo menos para o público saber quem ela é antes de tudo acontecer.

Insurgente Quatro Peter Tris
Já sabemos que o elenco é incrível desde o primeiro filme, mas também sabemos que ele pode melhorar. Naomi Watts ficou ótima como Evelyn e mesmo não aparecendo muito já deixou pessoas se perguntando se ela é confiável ou não. Octavia Spencer mostrou tão bem a paciência e calma da Johanna que eu ficava relaxada só de olhar para ela. Kate Winslet estava impecável, a frieza de Jeanine e o desespero sem perder a compostura mostraram que não tinha ninguém melhor para ser a vilã. Shailene Woodley me impressionou muito mais, a cena da Franqueza me fez chorar, assim como a cena da conversa entre Tris e sua mãe na simulação (o que me fez pensar em Convergente também). Ela conseguiu transmitir toda a dor, raiva e amor que a personagem sente no decorrer do livro e deu mais certezas de que ela é a Tris perfeita. Theo James não é Quatro apenas por seu físico e cenas de luta. A hostilidade, mágoa pela mãe, medo de perder Tris e o amor pela mesma estavam presentes no olhar do ator e nos pequenos gestos. James sabe mostrar que seu personagem pode ser bom de briga, mas que ele também tem sentimentos.

Insurgente
O  que também melhorou muito de Divergente para Insurgente foram os efeitos especiais que estavam sensacionais. As simulações ficaram muito melhores e as cenas de ação também. Já tínhamos uma noção de como seria com os trailers, mas ver na telona do cinema foi incrível. Também teve muitas mudanças em relação ao livro, mas isso é normal porque se trata de uma adaptação. Adaptações cinematográficas tem modificações por causa do tempo, não é possível colocar todas as informações em um filme de duas horas. As cenas e os acontecimentos foram rápidos e a maior mudança foi a criação da caixa que só um Divergente poderia abrir. Não existe caixa no livro, tanto que fiquei apreensiva sobre isso quando vi no trailer, mas a razão para inventarem ela no filme foi compreensiva. O tempo do filme não daria para Tris conversar com Marcus e fazer um plano com ele, nem para o plano e a invasão na sede da Erudição, outras cenas teriam que ser mais rápidas ou cortadas para mostrar tudo que acontece no fim. Por isso gostei da ideia da caixa com as simulações de cada facção para abri-la e a maneira como tudo acabou. Isso foi bom principalmente para o público que não leu os livros entender a história.

Insurgente
É chato ver essas mudanças? Sim. Mas é uma adaptação e o principal não foi modificado, a essência do livro. Uma adaptação só é ruim quando a essência é trocada por algo completamente diferente, uma nova história com os personagens do livro. Só me irritei quando pensei que uma certa personagem não morreria no final, mas deixaram para ser a última cena. Quem a mata não é a mesma pessoa do livro e acredito que essa ideia foi para mostrar, principalmente para os que só assistiram os filmes, que quem atirou não é tão bom quanto tentou mostrar ser. Sei que é difícil aceitar mudanças nas adaptações de livros que amamos, mas temos que aprender a lidar com elas e nos preocupar com o que mais importa, a história em si. A Série Divergente está sendo uma ótima adaptação e os fãs tem que ficar felizes por não recriarem algo como fizeram com Percy Jackson.

Por: Yasmim Bragaia

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4 comentários em “CRÍTICA: A Série Divergente: Insurgente

  1. Olá, você poderia me contar sobre a primeira vez da tris e do quatro? Eu ainda não terminei convergente, mas tem um capítulo em que eles chegam nem perto, só que não tem nada explícito (capítulo 5), e eu achava que tinha sido a primeira vez deles. Muitos sites dizem que tem leitor que leu o capítulo da primeira vez deles e nem percebeu que foi. Queria saber se é no capítulo 5 mesmo ou em outra ocasião. Aceito spoiler sobre isso.

      1. Oi, Ariel. Realmente tem muitas pessoas que não percebem, porque a Veronica foi muito sutil em relação a isso. Não me lembro exatamente em qual capítulo aconteceu a primeira vez de Fourtris, mas foi quando eles estão em um quarto/sala. Espero ter ajudado, pelo menos um pouco. Beijos

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