Livros · Resenha

RESENHA: Invisível (Andrea Cremer e David Levithan)

Olá, pessoas!

Eis a minha primeira resenha de 2015! E ela vai falar sobre o livro Invisível da Andrea Cremer e do David Levithan.

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O livro chamou minha atenção primeiramente por causa da capa linda (sim, sou dessas, haha) e também por causa do nome de David Levithan ali, assinando a co-autoria da obra. Veja a sinopse:

Stephen passou a vida do lado de fora, olhando para dentro. Amaldiçoado desde o nascimento, ele é invisível. Não apenas para si mesmo, mas para todos. Não sabe como é seu próprio rosto. Ele vaga por Nova York, em um esforço contínuo para não desaparecer completamente. Mas um milagre acontece, e ele se chama Elizabeth.

Achei a sinopse muito interessante e confesso que acabei me surpreendendo sobre o conteúdo em vários sentidos e de várias formas – e nem sempre foram surpresas muito boas.

Minha primeira impressão antes de ler o livro era a de que a história iria ser uma grande metáfora sobre sentir-se invisível e fora de lugar, um sentimento muito presente na maioria dos adolescentes e de certa forma, isso realmente aconteceu.

O livro foi escrito em primeira pessoa e possui dois narradores: Stephen e Elizabeth. Nas primeiras páginas nós conhecemos Stephen e nos deparamos com sua vida nem um pouco convencional, afinal, ele é completamente invisível – até para si mesmo. Nunca olhou seu reflexo, seus pais nunca viram seu rosto e nenhuma outra pessoa jamais o viu e o pior de tudo, ele nem ao menos sabe a razão de ser invisível. Stephen mora sozinho em um apartamento em Nova York, onde até então morava com sua mãe antes de seu falecimento. A vida do adolescente de 16 anos é pequena e extremamente limitada, apesar de possuir a “liberdade” de ir a qualquer lugar sem ser visto.

Tudo muda quando uma nova família se muda para um apartamento vizinho a de Stephen e um de seus novos vizinhos é Elizabeth que, incrivelmente, o vê. Ela, sem saber de nada, consegue enxergá-lo, mudando a vida do garoto invisível.

A premissa é muito boa. É interessante e nos deixa curiosos para conhecer melhor esses personagens. Quem é Stephen? Por que é invisível? Por que, de todas as pessoas, somente uma garota nova na cidade consegue enxergá-lo?

Quando li o livro, o separei em duas partes: a primeira parte é quando Stephen e Elizabeth se conhecem e acabam construindo uma relação adorável. Claro que as coisas mudam quando Elizabeth acaba conhecendo Stephen melhor, mas o relacionamento deles continua firme e forte. É uma parte muito gostosa de ler, porque os acontecimentos fluem muito rápido e levemente.

Aí, chega a segunda parte: a parte em que Elizabeth, Stephen e Laurie – o irmão de Elizabeth -, saem em busca da cura da invisibilidade de Stephen. E é nessa parte em que as coisas engataram um pouco, para mim.

Durante a primeira parte, descobrimos que Stephen na verdade possui uma maldição que o mantém invisível e isso motiva Elizabeth e Laurie a irem atrás de quem colocou essa maldição e de como poderiam quebrá-la. Quando achei que a história iria ser uma metáfora sobre sentir-se invisível, nunca imaginei que iria se tornar uma história sobre mundos fantásticos sobre magia e maldições, mas foi exatamente isso o que aconteceu.

Para mim, a descoberta de um mundo mágico com conjuradores (pessoas que criam maldições) e rastreadores (os únicos que conseguem ver as maldições) não foi exatamente algo bom. Durante a leitura, não senti que esse mundo fosse incrível ou totalmente interessante, faltou algo nesse mundo, talvez um pouco de complexidade.

Outro aspecto da história que me incomodou foi Elizabeth. Desde o primeiro momento em que a conhecemos, sabemos que ela é uma personagem que passou por traumas em sua vida – como uma agressão contra seu irmão, Laurie, e o abandono de seu pai -, por isso ela acaba tornando-se mais agressiva e mais fechada as pessoas ao seu redor; também, não podemos esquecer o fato de que ela tem apenas 16 anos, portanto, está apenas começando a enfrentar esses problemas em sua vida. Porém, para mim, uma personagem que era para ser confusa em relação a si mesma e seus sentimentos, tornou-se apenas uma garota mimada e extremamente dramática.

Além de que, na segunda parte, por conta de todos os desafios encontrados por Stephen e Elizabeth para continuarem a ter um relacionamento perfeito, o casal acabou me irritando em inúmeros momentos. Não consegui sentir muito a agonia dos dois por sentirem que estavam afastando-se um do outro e que talvez a maldição da invisibilidade de Stephen pudesse estar arruinando o que eles tinham. Em vários momentos o casal soou piegas ao invés de romântico.

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A minha impressão foi a de que os dois autores tentaram criar uma história fantástica ao redor da ideia de mostrar um adolescente que não somente se sente invisível, como a maioria, mas ele é literalmente invisível e isso não me agradou muito.

Apesar de tudo, a história é interessante. Ainda acho que poderia ter sido melhor aproveitada, mas para quem gosta de fantasia, a leitura é bastante válida!

Invisível
Autores: Andrea Cremer e David Levithan
Páginas: 322
Editora: Galera Record
Ano: 2014

 

E é isso gente, até mais!

Por: Gabriela Bastos

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