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CRÍTICA: Divergente

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Faz uma semana que Divergente chegou aos cinemas brasileiros, sua estreia foi dia 17, e eu estava lá, assim como vários fãs que fizeram até contagem regressiva para este dia. Por essa razão resolvi fazer um post falando o que achei sobre o filme e suas mudanças em relação ao livro. ATENÇÃO: pode conter spoiler tanto do filme como do livro, por isso se você não assistiu ou não leu vá ao cinema, compre o livro, leia esse post e fale o que você achou da adaptação.

CRÍTICA
O filme começou muito bem, mostrando Chicago e com a voz da Shailene Woodley no fundo contando sobre as facções enquanto passava imagem das mesmas. Também podemos ver Tris quando criança e o encantamento dela pelos membros da Audácia até chegar na cena que começa o livro, Natalie cortando os cabelos da filha no dia do teste de aptidão. O teste foi diferente do livro, porque Tris faz na mesma hora que Caleb e falta a simulação do ônibus, mas isso não importou porque o teste ficou ótimo e Shailene já começou a mostrar, naquele momento, que ela é a Tris perfeita. Uma mudança na sequência do teste foi depois do jantar da família Prior, quando Andrew e Natalie abraçam os filhos e dizem ”eu te amo”. Não é algo que tem no livro, porque membros da Abnegação não demonstram o que sentem, mas essa foi uma modificação que deixou a cena linda e quem já leu a trilogia com lágrimas nos olhos. O dia da Cerimônia de Escolha começou sensacional quando a trilha sonora, que estava calma, ficou bem agitada quando todo mundo da Audácia chegou pulando do trem e correndo para a fila. Mesmo sabendo como seria a cerimônia e a escolhas que seriam feitas foi impossível não sentir um aperto no coração quando focaram nos pais da Tris depois da escolha dela e de Caleb. E como tudo acontece rápido nas adaptações, em Divergente não foi diferente, o começo da iniciação, Tris pulando dentro do trem, conhecendo a Christina e depois pulando para o telhado do prédio. Claro que não foi só isso que ficou rápido no filme, tudo ficou mais corrido e modificado.

Shailene foi incrível na cena do pulo, como em todas as outras que vieram depois, a apreensão dela em pular e o alívio ao cair em uma rede foram perceptíveis pelas feições da atriz. Depois desse pulo foi o momento de gritaria e felicidade das fãs, Theo James aparecendo como Quatro. Assim como Shailene demonstrou desde o início que era a Tris perfeita, Theo monstrou que ele é o Quatro perfeito. Com mais ironias, respostas afiadas e a ótima atuação de Theo, eu achei o Quatro do filme melhor que o Quatro da minha imaginação. As cenas das lutas e tiros, tanto nos treinamentos durante a iniciação quanto no ataque, ficaram ótimas e a trilha sonora, seja a instrumental produzida pelo Hans Zimmer ou as músicas como a Ellie Goulding no fundo, deixaram o filme melhor ainda. O elenco foi muito bem escolhido e alguns atores me surpreenderam como Miles Teller, Ansel Elgort e Zoë Kravitz. Miles conseguiu mostrar todo o cinismo de Peter, Zoë interpretou a Christina da maneira que imaginei, principalmente na cena da luta com a Molly, no abismo e nos momentos dela com a Tris. Ainda não tinha visto Ansel Elgort atuando, por isso fiquei um pouco apreensiva, mas quando ele apareceu repreendendo a irmã, falando sobre pensar na família e neles mesmo na cozinha (que é uma parte do livro que eu gravei), a maneira que ele fala com Tris quando ela vai atrás dele na Erudição e no final do filme me fizeram ver que ele se encaixou perfeitamente no personagem, principalmente quando você já leu Insurgente e vê o Ansel fazendo aquela cara de arrependido. É impossível não sentir uma raiva dele.

Kate Winslet, Shailene Woodley e Theo James foram com toda certeza a escolha perfeita para os personagens. Kate é uma atriz incrível e fez Jeanine Matthews brilhantemente, mostrando muita falsidade e aquela maneira calma dela falar me deixava nervosa. Acho que Kate deveria começar a interpretar mais vilãs no cinema. Shailene, como já disse outras vezes, é incrível e me fez gostar mais ainda da Tris. Ela conseguiu transmitir toda a preocupação da personagem, sofrimento, dúvidas e felicidade, trazendo tudo que Tris sentia para as telas. Eu queria abraçá-la na cena que a mãe da Tris morre, mesmo que eu também estivesse chorando. Theo mostrou que não foi seu lindo rosto que o fez conquistar o papel de Quatro, foi sua atuação e entrega ao personagem. Sabendo demonstrar a força e a vulnerabilidade do Quatro, principalmente durante a paisagem do medo dele. Quando ele é controlado Theo e Shailene deixaram a cena até meio desesperadora, com ela tentando trazer ele de volta enquanto o mesmo ficava sem nenhuma expressão.

Com cenas acontecendo antes ou depois as modificações não deixaram o filme ruim e uma das que eu mais gostei foi ver Tris contra a Jeanine, porque eu confesso que senti falta disso no primeiro livro. É impossível descrever a felicidade que eu senti ao ver Jeanine levar uma facada na mão e depois sendo controlada para desligar o sistema. A única coisa que eu realmente senti falta foi de um dos medos da Tris e ver o Quatro dizer eu te amo, ao invés dela. Porque ela falando isso apenas em Insurgente deixa tudo mais legal, principalmente por causa dos acontecimentos. Mas isso, como todas as outras mudanças não deixaram a essência da história diferente, e é isso que importa. Com ótimas atuações e trilha sonora, Divergente se tornou uma das melhores adaptações cinematográficas e deixa a gente com vontade de ver o filme novamente, querer ver o próximo e reler os livros.

Por: Yasmim Bragaia

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