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RESENHA: Cidades de Papel (John Green)

Oi gente!

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(Prestem muita atenção nesta foto quando lerem o livro, contém spoilers sagrados)

Semana passada eu comecei a ler ‘’Cidades de Papel’’ do John Green. O último que havia lido dele foi ‘’A culpa é das estrelas’’ e tenho um grande carinho por esse livro (não, não é porque virou modinha). Então eu estava um pouco receosa com outro livro dele. Bom, Cidades de Papel superou as expectativas e foi uma leitura bem gratificante que me fez pensar muito, como todos os livros do John, é claro.

O livro começa com Quentin Jacobsen e Margo Roth Spiegelman, de dez anos, os dois estão brincando no parque e encontram um homem morto, Margo diz que os fios dele foram cortados, deixando assim uma metáfora para o crescimento dos dois. Os anos se passam e a amizade deles não é mais a mesma, ainda são vizinhos, ainda estudam na mesma escola, mas não se falam mais como antes. Até agora.

Quentin é um adolescente nerd, engraçado e bem comum, filho de dois psicólogos, enquanto Margo é a garota rebelde, linda e popular da escola. A vida deles não tem absolutamente nada em comum, fora o mesmo acontecimento que marcara suas infâncias. É o ano da formatura, então todos estão preocupados com as últimas provas, os vestidos para o baile ou quantos litros de cerveja irão comprar, mas não Quentin. Ele não quer ir à formatura, então algumas semanas antes do grande dia, a paixonite de Q (é o apelido dele no livro), aparece em sua janela, com o rosto pintado e cheia de ideias mirabolantes.

Margo conta para Q que foi traída por seu namorado e naquela noite específica, que se vingar, mas além disso, quer que ele vá com ela. Apaixonado, ele aceita e entra nos planos dela. Os dois aprontam coisas como jogar peixe no carro da amiga de Margo até invadir o Sea World. Já deu para notar que a garota perfeita não é tão normal assim né? Bom, não sendo o suficiente, Margo desaparece. Sem deixar vestígios e nenhuma explicação sequer, os pais já estão acostumados com o comportamento bizarro da filha e não querem se expor mais. Só que Q não consegue deixar pra lá. Ele começa a procurar pistas, as famosas pistas que Margo sempre deixa para trás e ele descobre um livro, um endereço, um cartaz e mais algumas dicas do paradeiro dela.

Q começa a procurá-la em todos os cantos possíveis, envolvendo seus dois melhores amigos, Radar (um garoto que é filho dos segundo maiores colecionadores de papais-noéis negros do mundo) e Ben (um garoto que só quer ter uma formatura legal e sair com uma menina bonita), os três começam essa investigação para achar o paradeiro de Margo. Essa parte do livro, em que eles procuram pistas e Q fica totalmente obcecado por isso, é meio chatinha (na minha humilde opinião, é claro) e faz você diminuir o ritmo da leitura. Isso até eles decidirem seguir uma pista até Nova York, em uma viagem de carro que envolve uma das amigas de Margo, Lacey (atual namorada de Ben e muito popular). A viagem faz tudo ficar mais interessante e torna o enredo muito divertido, pois os quatro dividem um carro durante quase um dia inteiro de viagem.

Não vou contar o final para não estragar a surpresa, mas o ponto da história não é apenas um romance adolescente e sim como nós enxergamos as pessoas. Muitas vezes olhamos para o próximo e criamos expectativas em cima dele. Colocamos nossos medos, esperanças e desejos e nos cegamos para o verdadeiro eu do outro. Não os enxergamos como janela, mas sim como espelho. O ponto de Margo é esse, ela viveu uma vida de papel, cercada por coisas de papel, ou seja, entre criar expectativas e realizar essas expectativas. Não há como não pensar nas coisas que deixamos para trás e no alívio que temos ao fazer isso. Quantas vezes fingimos ser algo que não somos para sermos aceitos ou apenas para agradar as expectativas alheias? Pois é, eu já fiz isso e aposto que todos vocês já fizeram alguma vez também. Com os pais, amigos e até desconhecidos. Quantos de nós já não vivemos em uma Cidade de Papel?

Esse vídeo do John Green falando sobre esse livro é bem legal e ele explica várias coisas que não tem explicação no livro:

Páginas: 368 / Editora: Intrínseca / Autor: John Green / Ano: 2013

Por: Isabela Sobo

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4 comentários em “RESENHA: Cidades de Papel (John Green)

  1. Esse livro parece ter uma história maravilhosa, eu não li nenhum dos livros do john até hoje, apesar que já tenho esse e outros na minha lista de leitura.. Gostei da forma como você descreveu, e achei interessante você dizer que a história não é apenas um romance adolescente, e que há algo mais nisso. =)
    Adorei sua resenha.

    Tenha uma ótima semana.
    Beijos
    http://garotaeseuslivros.blogspot.com.br/

    1. Oi Ana Cristina!
      Que bom que gostou da minha resenha e vou te dar uma dica: se for ler os livros do John, leia primeiro o Teorema Katherine, depois esse e só depois leia A culpa é das estrelas, para não se decepcionar com os níveis das histórias. Não é que não seja bom, porque é, mas um tem mais pontos positivos do que o outro.
      Boa semana!
      Beijos
      Isabela (:

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